Resumo dos PCNs de Língua Portuguesa

 

Para ajudar você a estudar para concursos na área da educação, trouxe mais um resumo dos Parâmetros Curriculares Nacionais para os anos iniciais do ensino fundamental. Dessa vez trataremos da disciplina Língua Portuguesa.

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

Já começamos partindo do seguinte ponto: o domínio da língua, tanto oral quanto escrita, é fundamental para a participação social efetiva. Portanto, o professor tem a responsabilidade de garantir o acesso aos saberes linguísticos necessários para o exercício da cidadania.

Porém, o que vemos é o péssimo desempenho em avaliações nacionais e internacionais e um elevado número de analfabetos funcionais.

Para entender melhor essa situação e a transformação de ideias até chegar a essa obra, precisamos voltar um pouco no tempo.

Partindo dos anos 60. Nessa época os professores aplicavam exercícios de prontidão e acreditavam estar no aluno a causa do fracasso escolar. Se as outras crianças conseguiam, devia faltar algo nesse aluno que não aprendeu e ele devia compensar esse déficit (se esforçando mais, estudando mais).

Já nos anos 80, começaram a aparecer livros e artigos de pessoas interessadas em entender o processo de alfabetização e “como se aprende”. Por meio desses estudos foi possível perceber que a criança sabia muito mais do que se supunha até então, que não entrava na escola completamente desinformada, mas possuía conhecimentos prévios.

Também foi possível compreender que a alfabetização não acontece através de memorização. O aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual, ou seja, além de compreender a forma gráfica da escrita, é preciso compreender o que a escrita REPRESENTA.

No que se refere à linguagem oral, surgiu a concepção de que não se trata de ensinar a fala “correta”, mas sim a fala adequada ao contexto de uso.

Atualmente…

Par ao ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa a escola, é necessário haver a articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino, que podem ser substituídas pelos termos: sujeito, objeto e método.

O aluno é o SUJEITO da ação de aprender, aquele que age sobre o conhecimento.

O OBJETO de conhecimento é a Língua Portuguesa como se fala e escreve fora da escola.

E o MÉTODO é o ensino, a prática educacional que organiza a mediação entre sujeito e objeto de conhecimento.

Para isso funcionar o professor deverá planejar, implementar e dirigir atividades didáticas atreladas basicamente à DIVERSIDADE DE TEXTOS e a PRÁTICA DE REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA. Parece pouco, né? Mas em meio a isso há um mar de possibilidades.

Com relação à diversidade de textos, os Parâmetros apresentam que cabe à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinando a produzi-los e interpretá-los. Isso serve para todas as disciplinas e nesse ponto surge a possibilidade de interdisciplinaridade do português. Dessa forma, o professor deve levar para sala de aula diferentes tipos de texto que circulam na sociedade.

Nesse capítulo os autores levantam um tema muito importante que é “Que fala cabe à escola ensinar”. Isso porque há muito preconceito decorrente do valor social que é atribuído aos diferentes modos de falar. Em outras palavras: muitas pessoas consideram a variante linguística do sudeste como a “correta” e a do nordeste ou do sul como “erradas”.

O Brasil é muito grande em sua extensão e cada região desenvolveu suas características linguísticas. Não quer dizer que uma é certa e outra é errada. Não existe uma única forma de falar.

Um grande exemplo disso é o acordo ortográfico que veio para aproximar o português falado em diferentes partes do mundo. Por mais que surjam reformas, a língua é viva e se modifica muito rápido. Cada país tem suas próprias expressões e gírias. É impossível unificar.

Outro preconceito é com a linguagem informal. Quantas pessoas não torcem o nariz quando alguém entra numa sala dizendo, por exemplo: “hoje a gente vai sair”. Perceba que a frase nem apresenta erro de concordância, mas a normal culta tem mais prestígio.

Não é o caso também de deixar o aluno acreditar que a expressão “nóis vai” está correta, mas mostrar outras formas de uso da língua, inclusive adequando ao contexto de comunicação. Logo, o aluno precisa saber que numa conversa entre amigos não tem problema usar a linguagem coloquial, mas em algumas situações (seminários, palestras, debates) a linguagem exigida é a formal.

Dois pontos muito importantes para o ensino de Língua Portuguesa: diversidade textual e prática e reflexão sobre a língua

Diversidade textual

Não é porque a criança está no início da alfabetização que o professor só poderá usar em sala textos curtos e frases simples. É preciso trazer textos comuns do cotidiano, mesmo que o aluno ainda não consiga ler sozinho, como notícias, textos informativos, piadas, crônicas. Afinal, não se formam bons leitores oferecendo materiais empobrecidos.

Prática e reflexão sobre a língua

É um nome comprido para algo que conhecemos muito bem, pois é aqui que entra a temível GRAMÁTICA.

Quando se pensa e se fala sobre a linguagem, realiza-se uma atividade de natureza reflexiva. Essa análise linguística pode ser classificada em METALINGUÍSTICA e EPILINGUÍSTICA.

As atividades metalinguísticas é o que chamamos de gramática, ou seja, é uma análise voltada para a descrição, por meio de categorização e sistematização dos elementos linguísticos. Por exemplo: no estudo sobre verbos entendemos quais são suas classificações, características e quando usar. Mas veja: não é só ensinar a gramática para prova ou para decorar a matéria. A gramática é necessária para produzir textos de qualidade, coerentes e coesos. Portanto o estudo da gramática deve surgir conforme a necessidade no uso cotidiano.

E as atividades epilinguísticas estão voltadas para a reflexão do uso da língua. Fazemos isso no dia-a-dia sem perceber, como quando, no meio de uma roda de conversa, dizemos “O que você quis dizer com isso?”.

Para simplificar muito: as atividades epilinguísticas seriam mais relacionadas ao significado e contexto das palavras e as atividades metalinguísticas seriam uma análise categorizando as palavras.

CONTEÚDOS

Antes de dividir os conteúdos previstos para o primeiro e segundo ciclo, é importante entender que esses conteúdos possuem eixos organizadores, que são:

 

LÍNGUA ORAL

(usos e formas)

 

LÍNGUA ESCRITA

(usos e formas)

ANÁLISE E REFLEXÃO DA LÍNGUA

 

Além disso, há outro eixo que acompanha a todo instante a prática pedagógica:

USO ———-> REFLEXÃO ————> USO

Pressupondo um tratamento cíclico. É por isso que os mesmos conteúdos aparecem ao longo de toda a escolaridade, só com alguns acréscimos e aprofundamentos.

Na prática: o professor começa com uma situação (texto, frase, música), surge um problema (escolha de algum verbo, pontuação, colocação de alguma palavra), então o professor propõe uma reflexão e análise sobre aquele assunto e depois, adicionada esse novo conhecimento devolve para o uso novamente. Afinal, não tem sentido aprender gramática só por aprender. É preciso saber usar.

Por muitas vezes a escola dá mais importância à língua escrita, que é a exigida nas provas nacionais. Porém, para o mundo fora da escola, a língua oral tem a mesma relevância que a escrita. O aluno precisa aprender a expressar suas opiniões clara e objetivamente, além de usar a postura e as palavras adequadas em cada situação. Falar bem também requer autoconfiança e isso pode ser trabalhado em sala.

Os gêneros textuais são muito usados na escola, mas existem também gêneros orais como entrevista, debate, palestra, seminário e teatro, cada um com suas características.

Não é possível dissociar leitura e escrita já que uma complementa a outra. Então, para o bloco temático Língua Escrita, o professor precisa criar situações estimulantes de leitura e escrita, possibilitando  o acesso aos mais diversos gêneros. O que se busca com essa prática é formar leitores e escritores eficazes, que compreendam o que leem e saibam se expressar claramente por escrito.

Em relação à produção textual, o PCN lembra que muitas vezes os alunos não são orientados a revisar e corrigir seus textos. A criança só entrega a produção e o professor corrige os erros de pontuação e ortografia. Contudo, para adquirir conhecimentos sobre a língua, é preciso pensar sobre isso. Então é preciso abrir um espaço para que o aluno leia o que escreveu, analise se a mensagem está clara e refaça se preciso.

E a análise e reflexão sobre a língua já vão surgir durante as atividades com língua oral e/ou escrita.

Até na alfabetização isso acontece, já que para aprender a ler e escrever é preciso pensar sobre a escrita, o que ela representa e como representá-la graficamente.

RECURSOS DIDÁTICOS

Esse é um assunto delicado, pois sabemos da situação das escolas públicas brasileiras. Muitas não têm nem estrutura física para funcionar com qualidade, muito menos recursos didáticos. Mas nesses casos é possível confeccionar o próprio material didático. Algumas dicas do livro são;

  • Criar um acervo na sala com doações e produções dos próprios alunos;
  • Uso do gravador (hoje seria o celular) para revisão de textos orais produzidos pelos alunos. Nesse momento também é possível observar a entonação, ritmo e vícios de linguagem;
  • Uso de dicionários;
  • Uso de computadores e tablets

Mas não basta ter um computador para cada aluno se as aulas não forem planejadas com foco pedagógico. É muito válido usar a tecnologia para um momento de descontração, só não o tempo todo.

PRIMEIRO CICLO

Os objetivos principais para o primeiro ciclo são:

  • Compreender o sentido nas mensagens orais e escritas;
  • Utilizar a linguagem oral com eficácia e adequá-la às intenções e situações comunicativas;
  • Produzir textos escritos coesos e coerentes.

Repare que o último objetivo não fala sobre ortografia, mas sobre o sentido do texto.

No capítulo de CONTEÚDOS para o primeiro ciclo o livro traz alguns valores, normas e atitudes que se espera que os alunos desenvolvam nessas séries. São elas:

  • Interesse por ouvir e manifestar sentimentos, experiências e opiniões;
  • Fazer-se entender e procurar entender os outros;
  • Valorização da leitura como fonte de fruição estética e entretenimento.

Na sequência são apresentados os gêneros adequados para o trabalho com linguagem oral e escrita.

Para linguagem oral: contos de fadas, mitos, lendas, poemas, parlendas, adivinhas, piadas, entrevistas, notícias, seminários e palestras.

Para linguagem escrita: receitas, listas, embalagens, rótulos, calendários, bilhetes, cartões, quadrinhos, cartazes, folhetos e textos de jornais e revistas infantis.

E os critérios de avaliação para o primeiro ciclo são:

  • Narrar histórias conhecidas e relatos de acontecimento, mantendo o encadeamento dos fatos e sua sequência cronológica, ainda que com ajuda;
  • Demonstrar compreensão do sentido global de textos lidos em voz alta;
  • Ler de forma independente textos cujo conteúdo e forma são familiares;
  • Escrever utilizando a escrita alfabética com a preocupação com a segmentação do texto em palavras e frases e com a convenção ortográfica (ainda que não saiba fazer o uso adequado das convenções).

SEGUNDO CICLO

Os principais objetivos para o segundo ciclo são:

  • Desenvolver a sensibilidade para reconhecer a intencionalidade implícita em mensagens orais e escritas;
  • Ler autonomamente diferentes textos dos gêneros previstos para o ciclo;
  • Produzir textos escritos coesos e coerentes dentro dos gêneros previstos para o ciclo;
  • Revisar seus próprios textos a partir de uma primeira versão.

Os valores, normas e atitudes a serem passados para os alunos deste ciclo, além do aperfeiçoamento dos conteúdos anteriores, são:

  • Segurança na defesa de argumentos próprios e flexibilidade para modifica-los quando for o caso;
  • Atitude crítica diante de textos persuasivos.

Os gêneros orais a serem trabalhados são os mesmos do ciclo anterior, com o acréscimo apenas dos provérbios, e na linguagem escrita os gêneros são: cartas (formais e informais), diários, quadrinhos, textos de jornais e revistas, contos de assombração, lendas populares, fábulas, textos teatrais e relatos históricos.

E os critérios de avaliação para o segundo ciclo são:

  • Utilizar a leitura para alcançar diferentes objetivos, como: ler para estudar, ler para revisar, ler para escrever;
  • Escrever textos com pontuação e ortografia convencional, ainda que com falhas;
  • Revisar os próprios textos com o objetivo de aprimorá-los;
  • Demonstrar, por meio de resumo de ideias, compreensão de textos ouvidos.

Este é um resumo bem detalhado dos Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa para os anos iniciais do ensino fundamental. Para mais informações CLIQUE AQUI.

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Resumo PCN de História para os anos iniciais

Resumo PCN  volume 5 – História

 

Nesse resumo a parte histórica será um pouco mais extensa para que você entenda certinho o que levou o ensino de história a ser como ele é hoje. É importante saber também que o que é proposto para ensinar principalmente em História pode moldar a mentalidade de toda uma geração.

 

Nossa história faz parte de quem nós somos, forma nossas opiniões e valores. Só podemos confirmar a “existência” da História a partir da invenção da escrita, mas com certeza já existiam formas orais de transmissão de costumes e ensinamentos.

O ensino de História no Brasil data da colonização, principalmente com os jesuítas que vieram catequizar os índios. Os religiosos transmitiram os ensinamentos cristãos, mas também trouxeram tradições e hábitos da Europa.

Como disciplina escolar está no currículo desde 1827 com o Decreto das Escolas de Primeiras Letras, que estabelecia o que devia ser ensinado que conhecemos hoje como Língua Portuguesa, Matemática, Religião e História do Brasil.

Essa História a ser ensinada compreendia História Civil articulada à História Sagrada. Fica bem clara a união entre Igreja e Estado naquele período.

No final de 1870, como reflexo das discussões sobre o fim da escravidão e a mudança de Império para República, foram feitas novas mudanças nos currículos tentando eliminar a História Sagrada e fornecer um ensino laico.

Método de ensino até aqui: memorização e repetição oral dos textos escritos.

Proclamação da República. O que ensinar para um povo que foi colonizado por Portugal e teve seus costumes moldados aos europeus? Patriotismo e espírito cívico.

Então, desenvolveram-se nas escolas rituais como festas e desfiles cívicos, celebrações de culto aos símbolos da Pátria.

Maiores mudanças só aconteceram a partir de 1930, influenciadas por diversos fatores: urbanização em massa, industrialização, crescimento populacional, movimento escolanovista, criação do Ministério da Educação e Saúde…

Na metodologia tudo continuou igual. Apesar das propostas da Escola Nova de métodos mais ativos, aulas dinâmicas, trabalhos mais concretos como confecção de maquetes, visitas a museus, comparar fatos e épocas… o que acontecia nas salas eram: recitar a lição de “cor”, com datas e nomes de personagens históricos.

 

Fato curioso sobre como o que acontece no mundo reflete no que é ensinado: nos anos 50 e 60 os Estados Unidos tornaram-se presentes na economia brasileira. Por isso, a História da América ganhou espaço no currículo, junto com a temática econômica.

Eis que surge o marxismo e toda aquela discussão sobre economia e conflitos entre classes sociais. Nesse período também o Brasil vivia a ditadura militar, e a LDB de 1971 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 5.692/71) substituiu o ensino de História e Geografia por Estudos Sociais e Educação Moral e Cívica.

Com a redemocratização, voltaram as discussões sobre o ensino de História. Introduziu-se a chamada ​História Crítica, pretendendo desmistificar ideologias, possibilitando a análise das manipulações dos meios de comunicação de massas e da sociedade de consumo.

Nessa época surgem novos estudos nas ciências pedagógicas: o construtivismo, onde os alunos são considerados participantes ativos do processo de construção do conhecimento.

E assim o ensino de História permanece até hoje: em constante processo de mudanças.

 

Os estudos históricos devem abranger três aspectos fundamentais:

  • Identidade Social: relacionando o particular e o geral, sua ação e seu papel na sua localidade e cultura.
  • Noções de diferenças e semelhanças: compreensão do “eu” e percepção do “outro” e a compreensão do “nós”
  • Noções de continuidade e de permanência: percepção de que o “eu” e o “nós” são distintos de “outros” de outros tempos. E até de outros lugares do mundo, nas formas de viver, culturas e espaços diferentes.

 

O ensino e aprendizagem de História envolvem uma distinção básica entre o ​saber histórico​ e o ​saber histórico escolar.

  • Saber histórico: campo de pesquisa e produção de conhecimento do domínio de especialistas
  • Saber histórico escolar: o conhecimento acima citado reelaborado e articulado para atingir os objetivos do ensino fundamental. Nesse processo agrega-se um conjunto de “representações sociais” constituídas pelas vivências dos alunos e professores.

 

O saber histórico escolar, na sua relação com o saber histórico, compreende a delimitação de três conceitos: o de fato histórico, de sujeito histórico e de tempo histórico.

 

  • Fato histórico: relacionados aos eventos políticos, festas cívicas e ações de heróis nacionais. Podem também ser entendidos como ações humanas significativas escolhidas para análises de determinados momentos históricos.
  • Sujeito histórico: o sujeito histórico pode ser entendido como sendo agentes de ação social que se tornaram significativos para o estudo de história. São líderes de lutas para transformações, trabalhadores, escravos, reis, políticos, mulheres, religiosos, etc.
  • Tempo histórico: basicamente é o tempo cronológico inserindo os acontecimentos históricos. Parece óbvio, mas é preciso lembrar que são parâmetros para os anos iniciais do ensino fundamental, então é importante que esses conceitos estejam consolidados para os novos conhecimentos. O tempo histórico pode ser aprendido a partir de vivências pessoais (crescimento, envelhecimento) e precisa ser compreendido como um objeto de cultura criado pelo Homem, como calendário, relógio, dia e noite.

 

 

PRIMEIRO CICLO

 

Inicialmente, serão trabalhadas atividades em que os alunos possam compreender as semelhanças e as diferenças, permanências e transformações no modo de vida social, cultural e econômico da sua localidade.  Como as crianças ainda estão no início da alfabetização, o ideal é utilizar fontes orais e iconográficas, como fotografias, mapas, filmes, depoimentos e objetos de uso cotidiano. O professor precisa introduzir o aluno na leitura das diversas fontes de informação para, aos poucos, ele ir ganhando autonomia.

 

Objetivos de História para o primeiro ciclo

 

Espera-se que ao final do 1º ciclo os alunos sejam capazes de:

  • comparar acontecimentos no tempo
  • reconhecer algumas semelhanças e diferenças sociais, econômicas e culturais na sua localidade
  • reconhecer algumas permanências e transformações nas vivências cotidianas das famílias, da escola e da coletividade no tempo
  • caracterizar o modo de vida de uma coletividade indígena

 

Conteúdos para o primeiro ciclo

 

O eixo temático a ser seguido no primeiro ciclo do ensino fundamental é História Local e do Cotidiano.

Prevalecem estudos comparativos, analisando costumes, modalidades de trabalho, divisão de tarefas, organizações do grupo familiar e formas de relacionamento com a natureza. Vale ressaltar que essas comparações buscam a compreensão, não o julgamento. Ou seja: nenhum modo de vida é “evoluído” ou “atrasado”, somente diferente.

A proposta é que os alunos iniciem seus estudos históricos no presente, fazendo comparações entre eles e suas famílias e depois  desenvolvam estudos do passado.

Conhecendo as características dos grupos de seu convívio, a proposta é que ampliem estudos sobre o viver de outros grupos da sua localidade. Identificando características da sociedade em que vivem, podem entender sobre o funcionamento de uma comunidade indígena que habita ou habitou a mesma região em que vivem. E, por fim, podem conhecer diferenças entre os próprios grupos indígenas.

 

Critérios de avaliação para o primeiro ciclo

 

Pode parecer meio repetitivo, mas os critérios para avaliar os alunos em História no primeiro ciclo são:

 

  • Reconhecer algumas semelhanças e diferenças no modo de vida dos indivíduos e dos grupos sociais que pertencem ao seu próprio tempo
  • Reconhecer a presença de alguns elementos do passado no presente e vice-versa

 

 

SEGUNDO CICLO

 

O domínio maior da linguagem escrita permite a ampliação dos conhecimentos já adquiridos no primeiro ciclo, então podem ser usados leituras de obras com conteúdos históricos, reportagens de jornais, mitos e lendas, documentários em vídeo e telejornais.

Porém,  não é só trazer essas informações descontextualizadas. O professor precisa criar situações instigantes para que os alunos comparem as informações contidas em diferentes fontes, expressem suas próprias opiniões sobre o assunto e investiguem outras possibilidades de explicação para os acontecimentos estudados.

 

Objetivos para o segundo ciclo

  • identificar ascendências e descendências das pessoas que pertencem à sua localidade, quanto à nacionalidade, etnia, língua, religião e costumes
  • identificar as relações de poder estabelecidas entre a sua localidade e os demais centros políticos, econômicos e culturais, em diferentes tempos
  • utilizar diferentes fontes de informação para leituras críticas

 

Conteúdos para o segundo ciclo

 

O eixo temático para os conteúdos do segundo é ​História das Organizações Populacionais.  Dessa forma, o estudo enfoca as diferentes histórias que compõem as relações estabelecidas entre a coletividade local e outras localidades de outros tempos e espaços, contemplando diálogos entre presente e passado e os espaços locais, nacionais e mundiais.

 

Ainda prevalecem os estudos comparativos para a percepção das semelhanças e diferenças, permanências e transformações. Aos poucos a criança vai enriquecendo seu repertório histórico e passa a entender questões que afligem sua localidade: costumes, êxodos, desaparecimento das populações nativas, modo de produção de alimentos, comércios, lutas sociais, movimento dos sem-terra, lutas por direitos das mulheres, crianças e idosos… Esses assuntos são muito amplos e complexos, mas o professor vai começar a inserir esses temas nas aulas de História para nos próximos ciclos ser possível aprofundar os assuntos.

 

 

 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO PARA O SEGUNDO CICLO

 

Acompanhar o desenvolvimento dos seguintes critérios:

  • Reconhecer algumas semelhanças e diferenças que a sua localidade estabelece com outras localidades de outros tempos e outros espaços, nos seus aspectos sociais, econômicos, políticos, administrativos e culturais.

Esse critério é um pouco parecido com o do primeiro ciclo, mas a diferença está na inserção dos aspectos econômicos, políticos e administrativos. Ou seja, é uma continuação, um aprofundamento do que foi aprendido nos anos anteriores.

  • Reconhecer alguns laços de identidade e/ou diferenças entre os indivíduos, os grupos e as classes, numa dimensão de tempo de longa duração.

Trocando em miúdos: avaliar se o aluno identifica algumas das lutas e identidades entre grupos e classes sociais, comparando suas características e seus contextos históricos.

Para não ficar confuso, vou dar um exemplo simples e próximo da realidade do aluno: se o professor joga o tema mulher em alguma atividade, o aluno precisa ter a consciência que nem sempre a mulher teve essa participação social que tem hoje. Ele precisa saber que antes a mulher não trabalhava, não votava, era propriedade do homem no casamento… Ainda é possível incentivar a criança a refletir sobre isso, formar opiniões, entrevistar os familiares para confirmar esses fatos.

  • Reconhecer algumas semelhanças, diferenças, mudanças e permanências no modo de vida de algumas populações, de outras épocas e lugares.

 

 

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

 

Algumas orientações servem para todas as disciplinas, como: valorizar os conhecimentos prévios, propor novos questionamentos, selecionar fontes de informações que enriqueçam o repertório do aluno, promover visitas técnicas.

O professor precisa levar o aluno a refletir criticamente sobre a convivência e obras humanas. Dessa forma, propõem-se que que os alunos conheçam e debatam as contradições, conflitos, as mudanças, permanências, diferenças e semelhanças existentes no interior das coletividades e entre elas.

Considerando a importância da conquista da autonomia em relação aos seus estudos e pesquisas, o professor precisa incentivar essa prática por meio de atividades práticas, questionamentos, pesquisas, interpretações e comparações. Participando e opinando, aos poucos, os alunos aprenderão como proceder de modo autônomo no futuro.

 

(1º ciclo)

  • Busca de informações em diferentes tipos de fontes (entrevistas, fotos, relatos, filmes, vídeos)
  • Análise de documentos de diferentes naturezas
  • Formulação de hipóteses e questões a respeito dos temas estudados
  • Registro em diferentes formas: textos, desenhos, fotos, exposições, mapas, etc.
  • Conhecimento e uso de diferentes medidas de tempo

 

(2º ciclo)

  • Promova debates, trocas de opiniões e sínteses coletivas
  • Leitura de jornais e revistas para encontrar no bairro ou na cidade assuntos para debate

 

Problematizações

 

Dentro das orientações didáticas, há um subcapítulo intitulado “problematizações “. É uma palavra muito comum em provas de faculdade e de concursos públicos e quer dizer exatamente isso: criar problemas.

Como assim? Vamos lá.

A abordagem dos conteúdos de História insere-se numa perspectiva de questionamentos da realidade organizada no presente, desdobrando-se em conteúdos históricos. Então, a cada conteúdo, o professor vai levantar um questionamento e as explicações resultarão na exposição dos conflitos, das contradições e das diversas possibilidades de compreensão dessa realidade.

Por exemplo:

Por que a cada 4 anos elegemos um presidente? Porque antes era uma família que ficava no poder, mas não representava a vontade do povo.

 

Trabalho com documentos

 

Esse subcapítulo foi criado porque antigamente só se considerava documento histórico algumas fontes escritas. Hoje sabemos que outros tipos de documentos também podem nos dar pistas de como povos do passado viviam, como cartas, fotos, diários, pinturas, músicas, mitos, ferramentas de trabalho, roupas, e muitos outros. A criança precisa ter consciência de que nada é velho e descartável, tudo conta uma história.

 

O estudo do tempo

 

Eu ia pular esse subcapítulo por ser muito óbvio, mas analisando a realidade que vivemos hoje com a internet e as redes sociais, tornou-se muito importante falar sobre tempo.

Antigamente tudo acontecia mais devagar: as colheitas tinham data certa, os filmes para serem lançados em fita cassete demoravam demais, os CDs para serem lançados e vendidos…. hoje, se um artista famoso anuncia seu casamento, 3 minutos depois o mundo já sabe da novidade. Os avanços tecnológicos permitiram a chegada de muitas informações, cada vez mais imediatas.

Em meio a isso, a criança chega na escola com poucas noções de tempo e duração e é nas aulas de História que esse conhecimento vai ser desenvolvido.

No primeiro ciclo o foco é o domínio do calendário, por isso aquele cabeçalho com dia da semana, dia do mês, mês e ano é justificável e útil. Depois, é possível estudar diferentes medições e marcadores de tempo, como o relógio, relógio de Sol e a ampulheta. Também é possível inserir noções de tempo por meio de análise das mudanças, fases da vida, estações do ano, datas comemorativas.

 

E assim termina o PCN de História para os anos iniciais. Apesar de ter menos páginas, seu conteúdo é bem denso até porque vai de encontro com concepções que já trazemos de nossa época de escola, como decorar datas históricas. Porém, as dicas e sugestões permitem o entendimento de como planejar uma boa aula e contribuir para a formação integral dos seus alunos.

Resumo dos PCN de Arte – anos iniciais

Parâmetros Curriculares Nacionais volume 6 – Arte – Anos iniciais do ensino fundamental

 

O professor de 1º a 5º ano tem formação em pedagogia, não em arte. Apesar de constar na grade curricular do curso, ainda resta muitas dúvidas sobre o que e como ensinar. Nesse caso, a leitura dos parâmetros curriculares de arte é essencial e ajudará o professor a responder os seguintes questionamentos:

  • Quais conteúdos selecionar?
  • Que habilidades meus alunos precisam desenvolver?

Mas antes de formar opiniões sobre esse assunto, é preciso rever alguns conceitos.

As aulas de arte são importantes para o desenvolvimento da criança e para a formação desse indivíduo como cidadão. Nesse processo, o professor precisa ser um modelo a ser seguido, portanto, é preciso levar a sério as aulas de arte e ter objetivos bem definidos e não fazer desse um momento de “aula livre”.

Entendido isso, vamos ao resumo do livro.

A caracterização da área traz uma breve história da arte na humanidade e como era ensinada nas escolas com o passar dos alunos.

Panorama global:

É importante lembrar que a arte esteve presente desde os registros mais antigos da humanidade, por meio das pinturas rupestres. Daquela época até os dias atuais foram vários os movimentos artísticos que mudaram a concepção de arte no mundo.

No Brasil um dos movimentos mais importantes foi a Semana de Arte Moderna que aconteceu em 1922, onde músicos, dançarinos, pintores e escritores revolucionaram a forma de encarar a arte brasileira.

Panorama educacional:

Na educação, durante a primeira metade do século XX, as disciplinas Desenho, Trabalhos Manuais, Música e Canto Orfeônico (canto coral) eram ministradas em escolas primárias e secundárias, transmitindo padrões e modelos das culturas predominantes visando o domínio técnico

Até os anos 60, existiam poucos cursos de formação de professores nesse campo e professores de quaisquer matérias ou pessoa com alguma habilidade na área poderiam assumir as disciplinas de Desenho, Artes Plásticas e Músicas

Somente com a LDB de 1971 é que a arte foi incluída no currículo escolar sob o título de Educação Artística, mas não era uma disciplina e sim uma “atividade educativa”. Nessa época, preocupava-se com o processo criador, o “deixar fazer” sem nenhum tipo de intervenção. Por isso era comum os alunos colorirem desenhos mimeografados e fazerem “desenho livre”.

Com a LDB de 1996, vigente até hoje, a Educação Artística é considerada obrigatória na educação básica e em 2005 o nome da disciplina mudou de “Educação Artística” para “Arte”.

Objetivos – Para que ensinar arte nas escolas?

Os Parâmetros Curriculares Nacionais de arte têm como objetivo orientar a prática pedagógica para alcançar uma educação de excelência.

As aulas de arte precisam desenvolver no aluno a sensibilidade, percepção, imaginação, pensamento crítico e dimensão social das manifestações artísticas. Além disso, todo indivíduo precisa conhecer e respeitar a arte de outras culturas.

Portanto, o professor precisa criar situações de aprendizagem em que a criança precise aprender a observar, ouvir, atuar, tocar e refletir. Isso porque muitos alunos não têm oportunidade de entrar em contato com a arte em casa, então a escola é o lugar que vai oferecer essa experiência.

Vale ressaltar que ama obra de arte não é mais avançada, mais evoluída, nem mais correta do que qualquer outra. Cada obra foi produzida durante um período histórico, em lugares diferentes e influenciada por culturas diferentes. Toda obra tem o seu valor.

Conteúdos – Então o que devo ensinar?

Como disciplina escolar a arte é dividida em quatro modalidades artísticas: Artes Visuais, Música, Teatro e Dança. O conjunto de conteúdos está articulado dentro do contexto de ensino e aprendizagem de 3 eixos norteadores: PRODUÇÃO, FRUIÇÃO E REFLEXÃO.

A produção está relacionada ao fazer artístico, ou seja, possibilitar que o aluno produza arte.

Fruição é a apreciação significativa da arte. Ao entender o contexto histórico de uma obra, conhecer aspectos da vida do autor e entender os níveis de dificuldade para criação daquilo, o aluno vai aprender a enxergar uma obra de arte com outros olhos.

E a reflexão é a construção de conhecimento sobre o trabalho artístico, entender a arte como produto da história e da multiplicidade das culturas humanas.

A intenção não é criar músicos, dançarinos ou pintores. Mas formar um adulto que conhece e respeita movimentos artísticos de quaisquer povos, aprecia a arte, tem suas opiniões e preferências.

Os PCN de arte não definem qual modalidade artística deve ser trabalhada em cada ciclo, aumentando a autonomia das escolas nesse sentido. Porém, há sugestões sobre como trabalhar cada modalidade:

  • ARTES VISUAIS

O professor deve levar para a sala de aula as formas tradicionais como pinturas, esculturas, desenho e gravura. Há também novas modalidades de artes visuais, que surgiram com os avanços tecnológicos, que podem ser exploradas como fotografia, cinema, televisão, animações e artes gráficas.

Dentro dessas modalidades é necessário considerar técnicas, materiais utilizados, procedimentos, informações históricas, relações sociais e culturais.

  • DANÇA

A atividade da dança na escola pode desenvolver na criança a compreensão de sua capacidade de movimento, mediante um maior entendimento de como seu corpo funciona. Assim, poderá usá-lo expressivamente com maior inteligência, autonomia, responsabilidade e sensibilidade.

Criar situações que envolvam dança levará o aluno a observar e apreciar atividades de danças para desenvolver seu olhar, fruição, sensibilidade e capacidade analítica, estabelecendo opiniões próprias. Jogos populares de movimento, cirandas, amarelinhas e brincadeiras no geral são ricas fontes de pesquisas e deixarão as aulas mais interessantes e divertidas.

  • MÚSICA

Nessa modalidade o ideal é trabalhar com interpretações, improvisações, pesquisa sobre fontes de registro (partitura, CD, discos, etc.), movimentos musicais e obras em diferentes épocas.

A diversidade permite ao aluno a construção de hipóteses sobre o lugar de cada obra no patrimônio musical da humanidade. Portanto, é importante trazer músicas que marcaram história, mas também é possível discutir sobre músicas da atualidade, inclusive abrindo espaço para o aluno trazer música para a sala de aula, contextualizando-a e oferecendo acesso a obras que possam ser significativas para o seu desenvolvimento pessoal.

  • TEATRO

O teatro já faz parte da infância inconscientemente por meio dos jogos de faz-de-conta. Essa é a forma da criança entender e interpretar o mundo adulto.

O papel da escola é enriquecer esse repertório infantil acrescentando diversas formas dramatizadas como teatro em palco, circo, teatro de fantoches, entre outras.

Durante essas atividades o aluno fará uso da imaginação, percepção, emoção, intuição, memória e raciocínio. Além disso, no plano coletivo, o teatro oferece o exercício das relações de cooperação, diálogo, respeito, autonomia e solidariedade.

Critérios de avaliação – Como avaliar em Arte?

Um critério comum a todas as modalidades artísticas é o reconhecimento, apreciação e respeito a, basicamente, todo tipo de arte. Além disso, o que vai ser avaliado é o empenho e progresso dos alunos na atividade proposta, não sua atuação em si. Isso porque indivíduos têm aptidões e habilidades diferentes.

Para avaliação em artes visuais o professor precisa observar a produção artística, se o aluno consegue criar ou reproduzir utilizando técnicas, buscando sempre melhorar e se superar.

Em dança, o professor levará em consideração o comportamento em grupo: como o aluno interage, se coopera, se ajuda quem tem dificuldade. Essa modalidade também proporciona o conhecimento do próprio corpo nas formas de movimentação e limites. Esse conhecimento precisa ser explorado pelos alunos e, posteriormente, avaliado pelo professor.

Para avaliar o desempenho em música o educador precisa criar situações de aprendizagem em que o aluno precise compor, interpretar e improvisar. O que será levado em consideração é o empenho e a superação das dificuldades.

Na avaliação de teatro o professor vai observar se o aluno consegue se expressar na linguagem dramática e, principalmente, seu comportamento em grupo. Os pontos a serem observados são: interação em grupo, companheirismo, esforço, trabalho em equipe e colaboração.

Orientações didáticas – Dicas para tornar as aulas mais interessantes 

A primeira sugestão é que o professor leve para sala de aula elementos que contribuam para o aprendizado artístico, como textos imagens pesquisas sobre artistas locais vídeos, exposições, etc.

Também é muito importante conhecer a história da arte, as mudanças das técnicas utilizadas. Isso ajudará a situar o aluno tornar ao aprendizado mais significativo.

Dentro dessas orientações didáticas foi separado um subcapítulo para falar sobre temas transversais. São eles: ética, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural e orientação sexual.

Inserir a pluralidade cultural nas aulas de artes é bem fácil, pois o Brasil é muito rico em diversidade cultural. Então ao abordar a história da arte dentro da modalidade trabalhada em sala o professor fará uma contextualização cultural.

Para abordar o tema orientação sexual o professor pode estimular os alunos a observarem como eram retratados o homem e a mulher na obra em estudo. A mesma lógica serve para Meio Ambiente e Saúde, além de utilizar as produções dos próprios alunos.

E o trabalho com ética se dará nos trabalhos em grupo. Além disso, é possível dramatizar alguma situação para causar reflexão nos alunos.

Uma das modalidades de orientação didática é o trabalho por projetos. Um projeto caracteriza-se por ser uma proposta que favorece a aprendizagem significativa porque permite a participação dos alunos e, dessa forma, eles ficam mais motivados a aprender. A eleição do projeto é feita em conjunto com a turma levando em consideração os objetivos de cada ciclo, as crianças contribuirão fazendo pesquisas sobre o tema escolhido e o produto final precisa ser concreto, como um livro de arte, um vídeo ou uma apresentação.

Exemplificando: Uma professora do 4º ano precisa trabalhar teatro em Arte e em História está ensinando sobre a escravidão. Ela pode criar um projeto unindo esses conhecimentos e ensaiar uma apresentação sobre escravidão. Durante a montagem da peça teatral, os alunos precisam pesquisar sobre escravidão, a professora pode unir conhecimentos sobre Língua Portuguesa e trazer textos que remetam ao tema e a turma pode assistir à alguma apresentação fora da escola. Como produto final eles podem fazer uma apresentação para toda a escola, para que outros alunos aprendam sobre o tema escolhido por eles.

Bom, esse foi o resumo. Está bem completo e espero que você tenha ajudado você. Para mais informações visite o meu canal no YouTube: Educação Futuro

Dica de livro infantil para comemorar o folclore

Hoje, 22 de agosto, dia do folclore, deixo aqui uma dica de literatura infantil: Lobisomem.

Este livro é da coleção Itaú e conta de uma forma bem humorada a lenda do lobisomem. Na minha opinião, é uma leitura para crianças a partir de 5 anos, pois, apesar de contar com detalhes sobre a lenda, as ilustrações são muito bonitas e dão leveza à história de terror.

Outro detalhe importante!

A fonte usada no livro é caixa alta, ajudando a leitura nas fases de alfabetização.

Sobre a coleção Itaú de livros infantis:

Mais ou menos uma vez por ano o Itaú abre inscrições no seu site para pessoas que querem receber os livros da coleção em casa. São dois livros por pessoa e você precisa estar com o CPF em mãos.

Leia para uma criança e ajude a manter vivo o nosso folclore!

Dica de Literatura Infantil: Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo

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Recebi este livro na biblioteca em que trabalho em 2017 e as ilustrações chamaram a minha atenção. Comecei a ler. Terminei. Adorei.

A história é sobre Modesto Máximo, um homem que adorava histórias. Até que um dia o vento soprou suas palavras e ele ficou sem rumo.

O livro conta de uma forma mágica como a leitura pode mudar a vida das pessoas e que boas histórias são criadas para serem compartilhadas. Uma história para encantar crianças e adultos!

Esta obra faz parte da coleção de livros do PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa). Procure na biblioteca mais próxima e mude a vida de uma criança.

O que são PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais?

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Afinal, o que são os PCN? 

 

      Trata-se de uma coleção composta por dez volumes que constituem um referencial para a educação de qualidade no ensino fundamental. Tem a função de orientar a ação pedagógica das escolas públicas e particulares e até mesmo a prática em sala de aula.

         Apesar de ser válido para todo o país, contém uma proposta flexível e adaptável a qualquer região do Brasil e não é de uso obrigatório.

        Para sua elaboração, houve uma discussão no âmbito nacional onde participaram docentes de universidades públicas e particulares, especialistas de diversas áreas do conhecimento e educadores. Ao final, 32 pessoas participaram da elaboração, Délia Lerner e César Coll (grandes nomes da área pedagógica) prestaram consultoria e 183 obras bibliográficas foram consultadas para a composição dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

        A criação dos PCN surgiu da necessidade de oferecer uma educação de qualidade à população, já que pesquisas apontaram grande taxa de repetência e evasão escolar em 1992.

         Durante as décadas de 70 e 80, a principal preocupação do Estado era oferecer acesso à escola para a população. Por isso, houve uma grande expansão na rede de escolas de educação básica.

       Porém, só fornecer a vaga na escola não era suficiente. Os alunos precisavam permanecer na escola e se formarem com qualidade.

          A primeira mudança veio por meio da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, onde são definidos os conteúdos mínimos e o dever do poder público é ampliado, principalmente em relação ao ensino fundamental. Em 1997 são publicados os Parâmetros Curriculares Nacionais.

       A proposta dos PCN é proporcionar educação de qualidade para todo o país orientando os professores. E levando em conta as peculiaridades de cada região, as sugestões e objetivos são amplos e podem ser adaptados de acordo com a necessidade de cada município, bairro ou escola.

“Se existem diferenças socioculturais marcantes, que determinam diferentes necessidades de aprendizagem, existe também aquilo que é comum a todos, que um aluno de qualquer lugar do Brasil, do interior ou do litoral, de uma grande cidade ou da zona rural, deve ter o direito de aprender e esse direito deve ser garantido pelo Estado.” (PCN, p. 28)

     Todos os livros contêm: Caracterização das Áreas, Objetivos, Organização dos Conteúdos, Critérios de Avaliação e Orientações Didáticas.

  • Caracterização da área: breve histórico sobre como era vista aquela área de conhecimento anos atrás e como é atualmente.
  • Objetivos: tendo em vista a formação integral do indivíduo, os objetivos têm a função de ajudar o desenvolvimento de capacidades cognitivas, físicas, afetivas, inserção social e ética.
  • Organização dos conteúdos: os conteúdos são abordados em três categorias:

– Conteúdos conceituais: referem-se aos conceitos e princípios que o aluno precisa adquirir ao entrar em contato com um novo conhecimento.

– Conteúdos procedimentais: “saber fazer”, colocar em prática o conhecimento adquirido.

– Conteúdos atitudinais: são atitudes, valores e normas que a criança desenvolve em casa, mas também na escola. A aprendizagem de atitudes requer prática constante e o professor precisa orientar os alunos e servir de modelo.

  • Critérios de avaliação: os PCN consideram a avaliação como uma orientadora da intervenção pedagógica, diferente da escola tradicional onde esta tinha a função apenas de medir o conhecimento do aluno.

      A avaliação precisa ser contínua, acompanhando o progresso dos alunos. Vale ressaltar que é possível utilizar diversos códigos para avaliar, como o escrito, oral, gráfico, numérico, etc.

  • Orientações didáticas: auxiliam o professor a criar situações de aprendizagem, coerentes.

      Levando em conta que os alunos têm ritmos diferentes de aprendizagem, os Parâmetros Curriculares Nacionais adotam a proposta de estruturação por ciclos, onde o aluno terá mais tempo de construir conhecimentos que ainda não estejam consolidados.

        Estes são os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino fundamental. É uma leitura fácil, conversam muito com a realidade do cotidiano do professor e trazem sugestões de atividades coerentes e possíveis de aplicar em quaisquer escolas.